Artigo: violência urbana

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Historiograficamente a segurança pública brasileira, sempre esteve  abraçada pelo risco e pela certeza absoluta que a atribuição  da corporação sempre se direcionou para um  caminho de incerteza, pois a mesma arma que se carrega no corpo pode ser responsável pela sua eliminação.

Em grandes metrópoles, como o Rio de Janeiro, a Polícia Militar ganha um salário ridículo. São obrigados a subirem os morros em baixo de muito tiro, porrada, bomba e sem nenhum beijinho no ombro.

Essa vertente salarial direciona-se para todo o território brasileiro.  Notoriamente São Paulo inclui-se na escala.  Muitos problemas são demandados, inclusive o abastecimento do mal do século, que pode ser apelidado como craque do infectado povo paulistano.

Os zumbis da droga perambulam de forma assustadora pelas vielas da grande cidade da perdição. Os baixos salários do policial levam uma crise evidente que impulsiona um grande conflito.

De um lado temos uma sociedade com medo de aproximação com a polícia, pois durante anos a imagem de violência efetuada pela ditadura militar afastou a comunidade.

As milícias do Rio de Janeiro misturam-se com homens respaldados pelo sistema e por aqueles que vivem em um estado paralelo.

No Estado do ES não seria diferente, pois o aumento do narcotráfico e da violência urbana promove a crise. Muitas mortes são contabilizadas e a guerra do crime invade todas as esferas sociais. Não se sabe quem se envolve com o crime organizado.

A população capixaba vive acuada. Não saem de suas residências, pois o medo  coletivo espalha ferozmente.   O povo não para nos sinais de trânsito. Jovens da classe média entregam-se às drogas e jovens da periferia são mortos pela guerra fornecida pelo poder paralelo.   Jovens policiais são mortos agressivamente com pedradas que esmagam sua cabeça.

A morte do policial no Município de Serra apena realça o alto índice. O massacre do policial foi medonho e com muito ódio. Não se sabe ainda o que um militar foi fazer na região de suposta alta periculosidade. A  visão que se tem é que  existe um mistério, ódio factual direcionado para ambas as partes.

O assassinato foi muito estranho e parece que não teremos respostas para  a sociedade  do Espírito Santo. Temos que dar um basta na guerra, pois a cada dia que passa a violência avança fortemente em direção aos profissionais mais massacrados pelo sistema.

Os professores sofrem com as agressões nos espaços escolares e com risco de serem metralhados pelos criminosos que invadem as edificações educacionais.

O profissional da segurança pública que é responsável pela ordem social e que aparentemente possui autonomia de sobrevivência são vítimas do medo ou proliferam o terror ao lado do mal.

A segurança pública abre novos concursos e abastece-se de garotos empolgados que lutaram para passar no concurso e que acreditaram na respeitabilidade social, profissional, na garantia salarial e na eterna estabilidade, no entanto alguns aparentemente não sabem lidar com o poderio da arma ao lado da cintura.

Foto www.canalabertobrasil.com.br

Jornalista e Mestre pela Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro.

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