Entrevista Stella Barros

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O que é para você, aos 16 anos, estar na sua 1° viagem internacional?
É uma experiência única. Neste mercado tão concorrido poucas meninas tem essa oportunidade,  é praticamente um intercâmbio, conhecer pessoas,  outra cultura, religião, é como se tivesse nascido novamente, porque é tudo novo. É maravilhosa essa experiência e ainda tenho muito tempo para viajar e ver coisas diferentes.

Para qualquer lugar, qualquer país é ótimo para aprender e ter mais personalidade, descobrir o que você é,  essência , adquirir maturidade, a atitude que precisa ter, pois sua atitude pode mudar tudo.

Estando sozinha fora do meu país não posso agir como uma menina de 16 anos normal, pois estou trabalhando e preciso ser adulta para ter o respeito das pessoas com quem trabalho. A maioria das meninas aqui tem entre 18 e 24 anos, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo…bom porque você aprende a ser mulher aos 16 e ruim porque as pessoas esquecem  que você não passou por certas experiências ainda, ou seja, você é criança, mas posso dizer que é bom porque gosto do que faço.

Como é estar longe da familia?
Muito ruim….. a saudade é grande, são as pessoas que mais querem ver seu bem, a saudade machuca bastante, já chorei muito, mas tento pensar no lado positivo. O amadurecimento,  porque sou eu para tudo, lavar, cozinhar, limpar e trabalhar, estou crescendo muito como pessoa, como mulher, mentalmente e isso é maravilhoso,  vou sempre sentir falta da minha família. São as pessoas que eu mais amo no mundo e com certeza sou o mesmo para eles. Sempre tive bons amigos, mas sempre temos uma amiga mais ligada e hoje ela está morando em NY e nos falamos sempre.

Estar do outro lado do mundo praticamente não é fácil. Para chegar na Índia preciso viajar  um dia inteiro. O bom que minha mãe veio comigo e ficou 1 mês aqui e foi uma ótima oportunidade para nós duas como mãe e filha. Ela sabe  como é tudo aqui, conheceu onde moro, pessoas, lugares, me viu trabalhando, enfim posso contar para ela as coisas porque ela entende, sabe de que estou falando, a maioria dos lugares ela conheceu, então posso compartilhar.

Mas ficar longe deles é sempre um aperto no peito. Na próxima viagem meu pai deve ir comigo se Deus quiser, mas se eu pudesse levaria toda minha família comigo em todas as viagens. Nos falamos todos os dias, mesmo com o fuso horário, mas sempre achamos um meio de sorrir juntos, cantar, estamos sempre juntos mesmo longe, isso ajuda a matar a saudade.

Como surgiu a carreira de modelo? Como tudo começou?
Sempre sonhei com isso, minha mãe foi modelo, viajou, foi Miss em Minas Gerais , ganhou vários títulos, mas nunca me cobrou ser modelo pelo fato dela ter esse passado. Esse desejo foi meu, sempre gostei deste lado artístico de expressar, interpretar, passarela, fotografar. É engraçado porque quando conheço alguém sou tímida, me acham um bicho do mato, fico calada, mas com a convivência a pessoa vê que falo muito, e gosto de conversar sobre tudo, música, livros, notícias da atualidade, etc…

Meu primeiro desfile foi em BH. Um concurso aos 8 anos e fiquei em 3° lugar, mesmo não podendo competir com meninas da minha idade, pois sempre fui alta e tive de  participar com as meninas de 15 anos, já com corpo formado e eu uma criança, e ficar colocada foi uma surpresa para mim, uma experiência que jamais vou esquecer, minha mãe estava lá e chorou como uma doida, toda minha família torcendo por mim.

Logo depois mudamos para Guarapari e fiz trabalhos pequenos, ganhei alguns concursos mesmo sem agência, o que não é bom para nenhuma menina, depois tentei encontrar uma agência, não foi uma boa experiência, mas foi necessário e muito válido para uma decisão importante,  minha mãe abriu a MB Models, e ela como sempre correu muito atrás  das coisas e como tudo que ela faz…. é uma coisa que admiro muito, ela sempre vai atrás, se quer uma coisa ela consegue nem que seja a última  coisa que faça na vida… e assim eu comecei a trabalhar como modelo profissional. Participei do Vitória Moda, e a agência tinha 5 meses. Ela colocou 3 modelos lá dentro, coisa que muita agência de mais tempo não conseguiu, isso é muito gratificante para mim, ter esse exemplo de luta, suor, sonho, acreditar, é coisa de Deus essa vitória para nós, e como ela fala o importante é tentar porque pelo menos você teve a experiência e tudo tem seu tempo e sua razão, tudo acontece por algum motivo, nada é em vão. Logo depois graças a um bom trabalho apresentado tive essa oportunidade de vir para a Índia e estou amando.

Qual seu objetivo?
Sempre peço a Deus muito isso, indiferente de tudo,  sempre em tudo que eu vou fazer peço que eu seja feliz, porque a felicidade não se compra, não tem preço, se é feliz ou não. Você faz sua energia, faz seu mundo. Não importa se você mora em uma mansão ou não, o importante é você estar realizado como pessoa, você pode estar em qualquer lugar e estar feliz. Todos os dias tento ser uma pessoa melhor não só para mim, mas para as outras pessoas, e acredito que devo tratar a todos como quero que me tratem. E esse é o meu objetivo, ser sempre feliz.

Jornalista e publicitária. Diretora Presidente dos jornais Hora Aghá e Correio Regional.

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