Escola Morta

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A sociedade moderna presencia uma heterogeneidade de interesses de seus grupos tribais, o que não seria diferente nas comunidades escolares. O que de fato pode ser contatado é a existência de um hibridismo comportamental que se espalha estampadamente em diversas esferas sociais.

De um lado, tem-se um indivíduo regido pela solidão e pelo fundamentalismo religioso; por outro, percebe-se um sujeito egoístico, individualista, impregnado de uma soberania individual e de uma vida virtual. A falta de entendimento e de convivência entre esses diferentes grupos reforça o preconceito aceleradamente. Sendo assim, um cidadão que rompe com os moldes estipulados pela sociedade emoldurada pelos pacotes e regras sociais se esbarram muitas vezes nas ações discriminatórias.

Todavia, nos espaços escolares há alunos que ultrapassam o limite da respeitabilidade e de legalidade, pois os mesmos estão inseridos no currículooculto, a maldade traçada pelo Bullying, que é uma ação caracterizada pela agressividade física e psicológica, de forma proposital e elaborada, no cotidiano de um aluno cidadão ou de uma tribo, sem motivo transparente.

Esse tipo de violência se espalha nas comunidades escolares e também afeta as relações de alguns professores que perseguem seu colega de forma gratuita. Contemporaneamente as propostas curriculares aplicadas pelo poder estatal descem pela goela abaixo de forma indigesta, pois o sujeito em formatação de suas habilidades intelectuais e cognitivas não degustam mais as ideias imperiais de um professor tradicionalista que representa uma educação reafirmada pelo sistema, que na realidade não quer uma classe estudantil pensante e reflexiva.

O aluno atualmente saiu da forma passiva e mantém-se como sujeito ativo, participante dos movimentos socioculturais. No entanto, ainda nos bastidores da sala de aula, visualizam-se discentes copistas de discursos estampados nos quadros negros. Ainda se observam docentes copistas de conteúdos de livros didáticos que são transportados para os quadros sem ao menos serem contextualizados.

A categoria do magistério exige participação da família no processo de formação dos alunos, pois muitos pais não estão incluídos nos avanços dos filhos. Alguns familiares nunca participam das reuniões, e quando comparecem, estão lotados de cachaça.

Aparecem somente para obterem informações sobre a bolsa família. Contudo, atualmente, o sistema pensa em criar mecanismo para que alunos fiquem o tempo todo nos colégios. Essa medida e retirar todas as responsabilidades dos pais e lançá-las para as escolas. Os pais que nunca aparecem nas reuniões jamais estariam presentes. A escola educaria plenamente os alunos, que não suportam ficar meio período na escola, imagine ficar o dia inteiro.

As nossas unidades escolares não possuem edificações preparadas para educação em tempo integral. Os estudantes pulam os muros, cavam buracos nas paredes para não ficarem meio período. Certamente, se ficarem o dia inteiro, presenciaram-se assassinatos nas comunidades escolares, pois alunos e professores não aguentariam ficar o dia inteiro juntos.

O mesmo efeito para os professores que não suportam conviver com seu colega. Esse projeto de escola integral precisa ser discutido e deve existir para atender os alunos em miserabilidade que não possuem dinheiro para se alimentar dignamente e que vivem em alta situação de risco.

Outro questionamento é que a categoria do magistério possui um número enorme de desguiados temporários que são discriminados, mas que são responsáveis por modelar a educação. Muitos professores contratados possuem grandes atribuições e relevâncias didática que incrementam suas aulas e que impulsionam os alunos ao interesse pelos conteúdos curriculares.

Foto www.thecutemommy.com

Jornalista e Mestre pela Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro.

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