Estado e municípios se reúnem para avaliar questões de combate ao Aedes aegypti

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Autoridades do Governo do Espírito Santo e dos municípios se reuniram, na manhã desta quinta-feira (03), em Vitória, para propor ações que levem a um combate mais eficaz na eliminação dos focos do mosquito que transmite além da dengue, a chikungunya e o Zika vírus. A intenção tanto do Estado quanto dos municípios é abrir uma grande frente de combate ao foco do Aedes aegypti.

Com a participação de aproximadamente 150 pessoas, os secretários municipais de Saúde e também de Serviços Urbanos, puderam expor dúvidas e ações, fazer propostas e, principalmente, propor união e cooperação no combate ao mosquito.

Além do secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, que abriu o encontro, também estiveram presentes o secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), João Coser, o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar, Carlos Marcelo D’Isep Costa, o coordenador estadual de Defesa Civil, Fabiano Marchetti Bonno e a presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Espírito Santo (Cosems), Andreia Passamani.

O secretário Ricardo de Oliveira lembrou que há décadas os órgãos públicos têm se mobilizado de forma intensa para diminuir os casos de dengue, mas esse trabalho está longe de alcançar o resultado esperado por todos que é a eliminação definitiva dos casos. A chegada da estação mais quente do ano, o verão, traz ainda mais preocupação aos que estão na linha de frente de combate ao mosquito. “Se hoje temos uma média de 400 casos por semana, no verão esse número chega aos 800”, lembra Oliveira.

“É preciso ficar claro que o Governo do Estado já está encarando e buscando ações para esse novo e gravíssimo desafio, desde a segunda quinzena de novembro. Na realidade, o que temos que fazer agora é eleger prioridades. Acredito que a reunião atingiu seu objetivo porque os municípios estão, assim como nós, com muitas dúvidas e mostraram total disposição em combater os focos de mosquito de forma ainda mais intensa”, destacou o secretário de Estado da Saúde.

Ainda segundo Ricardo Oliveira, em uma reunião realizada nessa quarta-feira (02), com médicos especialistas, foi definida a elaboração de um protocolo médico para estabelecer uma linha de ação ligada à questão do Zika vírus e como tratar as grávidas.

O secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), João Coser, afirmou que esse é um momento de total preocupação. “Isso já exige uma ação enérgica de todos. Na realidade, a ação das pessoas é essencial nesse momento. Temos de abrir uma grande frente e contar com todos os setores. A questão é grave no caso do Zika vírus, porque a pior coisa é não saber com o que vamos lidar”, avaliou Coser.

Já Andreia Passamani, presidente do Cosems, fez um apelo aos representantes dos municípios para que envolvam a população nessa luta de combate ao foco do mosquito. Ela avalia que a comunicação de todas as administrações municipais vai ser importante não só para manter a população bem informada sobre a relação do Zika vírus com a microcefalia. “Desculpe, mas não tem outro termo: estamos em uma guerra contra o mosquito. Quanto mais a gente descobrir sobre essa nova doença, mais estaremos preparando bem nossos profissionais sobre como agir”, disse a presidente do Cosems.

A gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, fez um relato da situação da dengue e do Zika vírus no Estado, alertando que a situação é gravíssima e vai exigir o empenho de todos os 78 municípios do Espírito Santo assim como do Governo do Estado.

“Como já disse o secretário, vamos ter de priorizar qual o maior problema. Temos de ver onde há incidência para combater. O que devemos e já estamos fazendo é atenção total. O Governo do Estado, por meio da Sesa, já está totalmente mobilizado para batermos de frente com essa questão”, disse Gilsa Rodrigues.

Foto: Fred Loureiro/Secom-ES

Jornalista e publicitária. Diretora Presidente dos jornais Hora Aghá e Correio Regional.

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