Fracasso de Copa do Mundo

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Quando demos o primeiro chute na Copa do Mundo, à inusitada fofoca lançada para o povo, foi que a Dilma tinha retirado dos cofres públicos uma fortuna para financiar o caneco. A comprar politicamente cegaria o povinho tupiniquim. Certamente não iria perceber a vergonha nacional, entretanto parece que a chefa de estado não obteve aquisição real da taça. Gastou-se uma nota preta para construir a Copa do Mundo no território brasileiro. Empreendimentos vexatórios com material de péssima qualidade. O ato ridículo universalizou-se. O povo brasileiro perdeu muito. Não perdemos apenas a Copa. Perdemos com os feriados. O prejuízo para a economia e para os pequenos comerciantes foi notório.

Perdeu-se com a educação, pois depois de muitas greves o processo educacional cedeu-se ao evento esportivo. Alunos iletrados que não sabem interpretar um texto ficaram em casa. Algumas professoras grosserias que fazem pós-graduação e que se comportam de forma desrespeitosa ficaram sem formação continuada. Muitos retardadamente gritando com o péssimo futebol brasileiro. O jogo iniciou-se mal durante todas as partidas. A comprovação da péssima jogada constatou-se comprobatoriamente com a performance ridícula do histórico dia 08/07/2014.

Os alemães acabaram com nossa honra. No final os idiotas apareceram chorando para que todo o planeta debochasse de nosso fracasso. A festa agora acabou e teremos que engolir a vergonha internacional. Perdemos a Copa em casa. Queremos saber quem vai pagar tantos gastos. Nossa rotina volta amarga. Os churrascos na laje acabaram. Os gritos insuportáveis de um povo acomodado que não gosta de estudar esgotaram-se. Os berros de um povo que compra cachaça com a Bolsa Família esvaziaram-se com o vexame. Agora temos que focar a atenção para o ano político, pois as cambadas de ladrões estão querendo roubar mais um pouquinho. O povo idiota que gritou loucamente com a Copa do Mundo agora se cala com a eleição 2014.

Não adianta chorar pelo leite derramado. Temos que correr atrás de evolução econômica, política. Não podemos perder mais nada em nossa terra. Sugiro uma revolução política. Os brasileiros precisam deixar de serem acomodados. Precisamos voltar paras as ruas. Em uma nação que não investe nas bases primordiais como saúde, educação, segurança pública, alimentação, transporte, não deve lastimar a jogada alemã. Se continuarmos assim, preguiçosos, iremos perder muito mais.

Esqueceremos o ódio do jogo da última terça feira. Teremos de exigir melhoria na saúde. Tem gente morrendo nas filas. Em nossas escolas o clima é insuportável. Além de alguns docentes antiéticos. Temos alguns alunos desleixados, drogados. Famílias embriagadas pela cachaça ofertada pela Bolsa Família. Alguns estudantes vão para sala de aula sem um lápis. Alguns professores com comportamento inferior a de um presidiário. Muitas conversas escabrosas aplicadas na sala dos professores por alguns educadores drogados. Alguns professores têm medo de deixar suas bolsas na mesa, pois nas escolas sempre tem um cleptomaníaco disfarçado. Não temos que chorar, pois não enfiamos os nossos dedinhos no canecão de ouro, entretanto temos que chorar pela tragédia da cotidianidade escolar.

Jornalista e Mestre pela Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro.

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